A Lagoa Azul

Por Andreia Leite a sábado, julho 20, 2013 1 Comentários
Aprontamo-nos para sair - biquini, toalha, shampô, outra muda de roupa…! 
A nossa última paragem é um Spa - a famosa Lagoa Azul!
A água é rica em sílica e sulfur que lhe confere esta cor azul leitosa e tem reputação de ter propriedades medicinais. Existem diferentes pacotes que incluem massagens e outros tratamentos aqui, mas nós só queríamos entrar na lagoa!! 
E aqui também há saunas, húmidas e secas! Pessoalmente eu sinto que não consigo respirar na sauna húmida e sinto-me zonza, tive mesmo que sair. Mas o pessoal nórdico parece gostar bastante e tão sempre a ir ora a uma ora a outra.

Acabámos por ficar na água por mais de 4 horas!!! Fizemos várias máscaras de lama (silica), umas quantas sessões de sauna e flutuamos nas águas quentes da lagoa!

Fica aqui só uma nota: o azul da água é tão intenso e cheio de minerais que não se consegue ver o corpo dentro de água.
Ok, só mais uma nota: a água e as máscaras de sílica são muito boas para a pele, mas deixa o cabelo tipo palha!

E pronto, está na hora de deixar a Islândia, eu espero voltar em breve… ainda há muito mais para explorar!

Xau xau viajantes! **

Eu estou dentro de um Vulcão!!!

Por Andreia Leite a sábado, julho 20, 2013 0 Comentários
Ahh hoje estou muito entusiasmada porque vamos entrar dentro de um vulcão. A Islândia tem o único vulcão no Mundo onde isto é possivel - o Vulcão Thrihnukagigur (que significa "Vulcão de três picos") teve a última erupção há 4000 anos, portanto é seguro certo?

Primeiro temos que caminhar durante 1 hora em terreno irregular de lava até que chegamos à entrada do vulcão.
Para entrarmos temos que usar este elevador… 
Começamos a descida de 120 metros pela chaminé… a primeira parte é muito apertada mas depois chegamos à enorme câmara magmática! Para terem uma ideia, caberia aqui dentro a Estátua da Liberdade de Nova Iorque. 
A entrar no Vulcão
As paredes da câmara magmática visível ao descer no elevador


Este sitio é maravilhoso!! Eu estou dentro de um vulcão!  

Aparentemente ninguém sabe ao certo como é que a câmara magmática do Vulcão Thrihnukagigur se esvaziou, mas alguns especialistas sugerem que a lava terá ficado presa nas paredes e solidificado ou terá afundado para dentro da Terra.

Até as rochas que aqui vemos parecem ter caído aos bocados das paredes, a nossa guia explica que desde a primera exploração do vulcão, nunca se viu uma única rocha caír. Então parece ser um sítio seguro. Mas lá porque um vulcão está adormecido há 4000 mil anos, não quer dizer que esteja adormecido para sempre…

Outra característica de estar aqui dentro é que parece que está a chover, quando na verdade não está, mas pingas de água caiem do topo da cãmara. E as temperaturas aqui dentro estão sempre por volta dos 4, 5ºC.

Nós temos cerca de 1 hora para explorer a cratera: há partes que são mais fundas às quais não temos acesso e as cores da parede mudam à medida qua vamos caminhando à volta. 
Está na hora de voltar, o elevador está à nossa espera. 
Esta visita guiada existe desde o ano passado (2012) e só está disponível durante os meses mais quentes, a um número limitado de pessoas. Existem planos para investir mais nesta atracção e torná-la acessível a toda a gente. Por agora custa 37 000 coroas Islandesas, o correspondente a 235€! Mas eu penso que valeu a pena - sentimo-nos tão pequeninos perante a magnitude deste lugar, é uma experiência única e memorável! 
Já cá fora, conhecemos a Funi, uma raposa do Ártico bebé, com 12 semanas, que se perdeu da sua mãe e acabou por ser adoptada pela equipa do Vulcão :) com alguma dificuldade lá consegui pegar-lhe ao colo, tem mesmo um espírito selvagem! Tão querida!


Aqui está um link sobre a Funi: 


E para aqueles que planeiam uma visita ao vulcão: 


Islândia - Nadar entre placas Tectónicas

Por Andreia Leite a sexta-feira, julho 19, 2013 0 Comentários

Oiii!!!
Aqui estamos nós no Parque Nacional de Thingvellir outra fez. Mas desta fez viemos com a Equipa de Scuba Iceland para mergulhar no lago, mais precisamente na fenda de Silfra. A água chega aqui depois de percorrer 50km por entre campos de lava, um processo que demora decadas. Por isso a água do lago tem uma temperatura de 2 a 3ºC durante todo o ano, não importa o tempo ou a estação, e é tão limpida e cristalina, sendo famosa entre os mergulhadores por ter uma visibilidade de mais de 100 metros! 

Então nós somos um grupo de 6, 4 vão fazer snorkel e 2 vão fazer mergulho, eu estou no primeiro grupo. Toca a perparar-mo-nos e vestir o fato seco, que consiste num complexo procedimento que involve várias camadas e um capuz muito apertado, é mesmo claustrofóbico vestir o capuz!! 

Luvas, máscara e estamos prontos!! 
O sitio para entrar na água
O Lago onde exploramos

Já na água, é engraçada a sensação de sentir a água gelada mas o nosso corpo está seco... bem, excepto a cara e as mãos, as luvas não são à prova de água. 

E com a máscara de snorkel pronta aqui vamos nós... cabeças na água, concentração na respiração (eu tenho tendência a hiperventilar). 

O que os meus olhos veêm é incrível!  Uma mistura de rochas azuis e verdes. Esta primeira parte tem cerca de 20 metros de profundidade. O nosso guia explica-nos que estamos precisamente entre as placas tectónicas da América do Norte e da Eurásia. O afastamento gradual entre as duas placas afastam-nas cerca de 2 cm por ano. Esta fenda divide o oceano Atlântico em dois, de um polo ao outro praticamente, mas não é visível nas profundidades do oceano como o é na Islândia, aqui neste lago.

E agora passamos uma parte não tão funda!
A paisagem entretanto muda, e agora deparamo-nos com umas algas verde fluorescentes....
...e a última parte deste passeio pelo lago é assim: 
No final, eu já não consigo sentir as minhas mãos! 
Mas foi uma experiência incrível e única!!! ADOREI! 

A minha amiga Verena fez mergulho, aqui estão umas fotos dela ;)
Muito Obrigada aos nossos guias, Nena e Wouter, foram 5 estrelas! 

E para quem quiser saber mais, espreitem o website desta equipa: 


Caminho de Laugavegur (Islândia) - 4º e último dia

Por Andreia Leite a quinta-feira, julho 18, 2013 0 Comentários

Bom dia!


Hora de tomar pequeno-almoço (yeah! -.-'): flocos de  aveia com água quente, mas desta vez os nossos amigos Russos têm canela para adicionar à mistura. Há que experimentar... Hmmm.... aaah é muito mais delicioso!!!
Se eu tivesse experimentado mais cedo o pequeno-almoço teria sido uma experiência muito mais agradável...

Enfim, hoje é o último dia de caminhada desta trilha... restam-nos apenas 15km até à última cabana de Thórsmork. 
Como até somos umas raparigas sortudas, um outro Guia Islandês oferece-se para levar os nossos sacos-cama e a tenda na carrinha, mas ele explicou que não vai ficar na mesma cabana que nós, mas sim noutra a 3km de distância. Então nós pensámos, o que são 3km depois de todos os kilómetros que já fizemos, certo? 

E ainda mais levezinhas, com menos comida, aqui vamos nós! 

50 minutos mais trade, chegamos a uma parte que é muito inclinada e temos que usar uma corda para descer... passamos uma ponte e começamos a subir. 



Outra hora passada, e estamos com fome! Decidimos parar no topo desta montanha. A vista é lindissima sobre um vale verde e glaciares no fundo. Ohh olha quem está ali!!! O Dmitri e o Parsha, os rapazes da Rússia! Eles tinham decidido ficar até mais tarde no acampamento, mas eles caminham muito mais depressa do que nós, então almoçamos juntos!

Depois desta agradável pausa, estamos de volta ao caminho... rapidamente os rapazes começam a distanciar-se, eles têm um passo mais rápido, e de novo estou sózinha com a Verena.

O tempo tem estado muito agradável hoje, e começa mesmo a aquecer!

Enquanto tiramos fotografias, um grupo de americanos começam a falar connosco, eles estão nesta viagem apra celebrar o aniversário de uma das raparigas, depois de uma partilha de experiências, tiramos uma fotografia de grupo! :)

De volta ao caminho, o sol está quente e cansamo-nos mais depressa. 1 hora mais tarde voltamos a fazer outra pausa. Algumas pessoas decidem mesmo fazer pausas de uma hora, no final não há pressa para chegar à cabana e temos que aproveitar mesmo! 

Ainda temos outro rio para atravessar, o último rio! Desta vez eu e a Verena atravessamos juntas... e descobrimos que é muito mais fácil e seguro fazer a travessia com outra pessoa para nos agarrarmos, especialmente se tivermos descalços. Devíamos ter feito isto desde o primeiro rio! Sempre a aprender! hehe 



Tinham-nos dito que perto do fim desta caminhada passaríamos por uma floresta... as árvores não são muito abundantes nesta área da Islândia. 

O que não nos disseram, era que "perto do fim" significa outra hora de caminho. E finalmente aquela sensação boa...a nossa cabana está à vista!! CONSEGUIMOS! :D 8 horas de caminho hoje, 55 km desde que partimos 4 dias atrás. 

E que cabana tão fofa! Em Þórsmörk (Thórsmörk) existem 3 cabanas, 2 a 3 km de distância
 umas das outras, nós ficámos na do meio, em Langidalur. Estamos tão cansadas e esfomeadas que só queremos comer e dormir, mas não temos os nossos sacos-cama connosco. Ainda temos que ir às cabanas de Básar, que ficam a 3km daqui, ou seja ainda temos que andar 6km antes de podermos ir dormir. Ok, se calhar não foi uma boa ideia.
Na sala está um grande grupo Belga a jantar, e quando nós sentámo-nos à mesa com o nosso jantar - massa e molho pesto, eles ofereceram-nos peixe! Delicioso! E ainda nos deram sobremesa: pêras de lata com molho de chocolate. Tão bom!

E com isto já são 22h45, temos que nos apressar para buscar os sacos-cama. 

Todo o caminho é feito em rochas, o que ainda cansa mais, sinto todos os músculos das minhas pernas! Aqui passa o rio Krossa, e em tempos de muita chuva e calor (fazendo os glaciares derreterem aumentando a corrente do rio), muitos veículos ficaram presos. Foi-nos dito para não atravessarmos o rio até encontrarmos uma ponte, e do outro lado está a cabana de Básar.



Foram 45 minutos a andar, e finalmente chegámos a tal cabana, encontrámos o guia Islandês e os nossos sacos-cama. 

Ele falou-nos desta área: o vulcão Eyjafjallajökull localiza-se apenas a 3 horas de caminhada subindo cerca de 1000 metros desde aqui. Este vulcão está coberto de gelo e teve a última erupção no inverno de  2010, causando o encerramento do espaço aéreo de algumas zonas da Europa devido à núvem de cinzas no ar. Ele disse que quem sobe ao vulcão sente mesmo o chão quente e em algumas zonas é impossível sentar no chão pois queima mesmo! Impressionante! 

Entretanto já passa da meia noite, despedimo-nos e voltamos ao caminho. 

E não há palavras para descrever as cores deste céu à uma da manhã... um azúl é espelhado no rio, iluminando o nosso caminho. Isto é o mais escuro que esta noite ficará. 

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Na manhã seguinte acordamos pouco depois das 10 horas e quase toda a gente já tinha partido. 


Nós temos que fazer tempo até às 16h, que é quando temos autocarro de volta para Reiquiavique. Fazemos as malas, caminhamos 3km até às cabanas de Husádalur, sentamo-nos no restaurante e almoçamos!

A viagem no autocarro começa com a travessia do rio Krossa! Eu fiquei impressionada como o rio pode ser tão fundo e ainda assim possível de atravessar. E pessoas aventuram-se a atravessá-lo de cavalo e tudo! Uaaau! 

Passado um tempo, o autocarro faz uma paragem rápida de 10 minutos nas cascatas de Seljalandsfoss,  mesmo lindas! E as pessoas podem mesmo ir por detrás das cascatas! 
3h30m depois, chegamos a Reiquiavique. Usamos as últimas energias para procurar o novo hostel, e depois de 1 hora debaixo do chuveiro caio num sono tão rapidamente como caiem as águas de uma cascata! 
 

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